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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Um pouco da minha (pouca) experiência - AMAMENTAÇÃO

Como esse blog é lido por muitas gravidinhas e por mamães de recém-nascidos, resolvi fazer um post que possa, talvez, dar alguma "luz" a quem precisar de sugestões, opiniões sobre Amamentação.

Já contei que, para mim, a 1.ª semana foi dificílima, uma vez que meu leite só desceu no 6.º dia. Confesso que amamentar quase se tornou um trauma para mim (e talvez também para o Miguel). No meio do desespero, algumas coisas fizeram a diferença e me ajudaram a decidir entre o sim e o não. São elas:

- Plasil: remedinho PODEROSO. Como eu não sabia mais o que fazer, liguei para minha GO e disse a ela que não tinha leite. Ela pediu que eu tomasse um comprimido de Plasil, de 8 em 8 horas. No segundo comprimido eu estava com os seios empedrados de tanto leite. Espero ajudar alguém a não passar o aperto que passei por 6 dias: PLASIL!

- Enfermeiras e massagem: com as mamas completamente empedradas, voltei à maternidade e procurei pelas enfermeiras do berçário. Elas me ensinaram a massagear os seios para acabar com o ingurgitamento (massagear as aréolas com um dedo, com movimentos firmes e circulares e o restante das mamas com o mesmo movimento, porém usando 3 dedos. Dar especial atenção aos "caroços"). A massagem dói, pois o movimento tem de ser firme mesmo; profundo! Além da massagem, elas me deram uma dica importante: "prender" as mamas no momento em que o leite está descendo, mas ainda não desceu completamente. Explico: nitidamente o meu leite estava da metade para cima das mamas (empedradíssimo). Como eu estava com um soutien de amamentação que NÃO cobria os seios inteiros, não havia um "limite" para eles se encherem de leite. Resultado: o leite empedrado estava - de verdade - chegando ao pescoço!!! E doendo horrores!!! A enfermeira, então, me aconselhou a tirar o soutien e prender os seios com uma faixa (atadura), limitando a produção do leite (isto é, mostrando que existe um limite entre as mamas e o pescoço). Já em casa, eu tive a ideia de substituir a faixa por um top bem justo tomara-que-caia, que cobria - direitinho - os seios inteiros (era mais prático do que a faixa). Resolveu. No outro dia o leite havia acabado de descer e eu não parecia ter leite até o pescoço.

- Bicos de silicone: quando eu comprei, nem sabia se seriam úteis, mas levei comigo para a maternidade. Sorte! No momento em que as enfermeiras me ajudavam a amamentar, notaram que meus mamilos eram muito curtinhos e dificultavam a pega correta (eles chegavam a se projetar para dentro quando eu fazia a tal "pinça" para ajudar o Miguel a abocanhar). Elas sugeriram, então, que eu usasse bicos de silicone. Aí que me lembrei que eles estavam na bolsa. FACILITOU MUITO!  Recomendo que adquiram o da Kuka, que tem um tamanho ótimo (de acordo com as enfermeiras, a maioria é muito grande) e vem num estojinho superprático:

Detalhe: por utilizar o bico desde o início, não tive NENHUMA rachadura nos mamilos. Tenho a pomadinha de lanolina (e recomendo!), mas nem preciso dela, pois não sinto dor alguma. E o Miguel mama bastante!
Ahhh, importante: sugiro que quem for utilizar que o faça desde o início, pois se o bebê se acostumar a mamar sem o bico, penso que será difícil que ele se adapte a ele. Ou seja, não espere seus mamilos sangrarem para se decidir a usar os bicos de silicone.

- Horários estabelecidos: eu era adepta à livre demanda. O que aconteceu? Miguel não saía do meu peito. Eu passei uns 4 ou 5 dias INTEIROS com ele mamando sem parar. Se saía do meu peito, chorava. Na quinta-feira passada fui à pediatra, que me explicou que aquilo não era fome, mas uma exacerbada necessidade de sucção (comum a muitos bebês). Assim, ela me recomendou estabelecer uma rotina: amamentar de 3 em 3 horas, em uma só mama, durante 30 ou 40 minutos. Depois disso, chupeta (ai, como eu era contra!)! Funcionou muito bem. As mamadas agora são bem mais eficientes e eu tenho tempo para tomar banho, me alimentar, descansar um tiquinho e, então, estar 100% para cuidar dele. À noite, quem faz o horário é ele; isto é, não há necessidade de amamentá-lo a cada 3 horas. Durante o dia, devo amamentá-lo mesmo se ele estiver dormindo.

Além disso tudo, é preciso paciência e muito amor. Nunca havia passado pela minha cabeça não amamentar. Para mim, amamentar o meu bebê seria tão natural quanto trocar as fraldinhas. Não é! Ao menos no início, não é mesmo! Eu não desejo a ninguém que tenha de esperar 6 dias até poder amamentar o seu bebezinho. É muito, muito triste. Ainda mais quando há uma confusão sem fim de hormônios. Por isso mesmo é que escrevi isso tudo! Se eu conseguir ajudar uma única mamãe, um pouquinho que seja, já ficarei muito satisfeita.

Agora, o mais importante: depois que a gente consegue encontrar o caminho, amamentar se torna a coisa mais gratificante do mundo! É lindo ver o Miguel mamando, aconchegado em meus braços. O amor transborda ainda mais...

Beijos, paciência e boa sorte a todas!