2011 chegou e encontrou meu coração transbordando de alegria. Me emociono ao dizer (ou ao escrever ou ao pensar) que este é o ano do nascimento do meu filho, Miguel. Tudo vale a pena para tê-lo em meus braços. Impossível descrever a doce sensação da maternidade. Só quem passou (ou está passando) por isso é que faz ideia do que estou dizendo. Não há sentimento maior, simplesmente.
Mas preciso dizer: nem tudo são flores.
Contamos hoje 35 semanas e 2 dias de gestação (quase 9 meses!!!) e a situação, apesar de toda a alegria que anda de mãos dadas comigo desde de que me descobri grávida, é a seguinte:
- mãos muito inchadas, principalmente pela manhã. Quando acordo, não consigo fechar as mãos. Ao longo do dia, se caminho por alguns minutos com os braços para baixo, o resultado também são mãos inchadas, pesadas e quase roxas.
- pés inchados o tempo todo. Os tornozelos não existem. Os meus calçados 35 não entram. Só posso ficar de chinelos ou sandálias rasteirinhas, mesmo assim as marcas das tiras ficam fundas. As solas dos meus pés dóem a cada vez que tocam o chão; parece que os pés (apesar de inchados) são pequenos, frágeis e estão sofrendo para suportar os 10kg a mais.
- rosto inchado. A qualquer hora do dia, parece que acabei de acordar. Minha boca, que nunca foi fina, parece um bico de pato gorducho.
- dor ciática. Esta me incomoda desde os 3 meses de gestação, mas agora é pior porque está somada aos demais incômodos. Me virar na cama (o que preciso fazer com frequência na tentativa de dormir um pouco) é um martírio.
- cólicas. Apareceram há uns 10 dias. São fraquinhas, mas chatinhas. Incomodam, principalmente, quando me levanto após alguns minutos sentada com o abdômen comprimido.
- falta de ar. Ao me deitar de barriga para cima ou, às vezes, do nada, a qualquer hora do dia. Cadê o oxigênio do mundo????
- dor nas costas. A pior. Apareceu há pouco mais de uma semana e não foi mais embora. No fim do dia, ou após alguns minutos a mais sentada, a dor é alucinante, de me fazer perder o fôlego. Anteontem, cheguei a me deitar no chão, receber massagem com arnica (nem sei se podia!), fazer compressas com bolsa de água quente... Nada adiantou. Chorei. Desejei fazer uma cesariana naquele dia mesmo. Cheguei a dizer ao marido que nunca mais queria ficar grávida. É mentira, claro, mas na hora era a minha mais pura verdade. Estou suportando bem todos os demais incômodos; exceto essa dor nas costas; é muito, muito forte.
Não estou escrevendo para desabafar. Estou apenas expondo o que sinto no momento. Afinal, esse é o objetivo do meu blog. Minha gravidez está sendo muito, muito abençoada; eu sequer enjoei. Mas este último mês não é fácil; muito pelo contrário. Não me sinto menos "supermãe" por isso.
Se desejo que Miguel nasça logo? Não exatamente. Desejo, sim, que o tempo passe logo. Isso porque - como já contei - meu Miguel é magrinho, apesar de comprido. A supermãe aqui deveria ter descansado um pouco mais durante esses nove meses que agora já se passaram. Não o fiz. Meu bebê é comprido e magrinho. Por esse motivo, eu seria irresponsável se desejasse adiantar o nascimento. Tudo o que posso desejar - e desejo com toda a minha força - é que essas últimas semaninhas passem depressa! Ahhh e posso tratar de seguir as recomendações: descansar e ingerir mais proteínas.
Agora preciso parar, pois meus pés estão latejando, minhas mãos mal conseguem digitar e minha respiração está ficando difícil por causa da dor na coluna. Preciso me deitar um pouco.
Abaixo: eu, pronta para o Reveillon (que durou pouco, já que as costas reclamaram e acabaram - de quebra - com a festa do papai). Reparem na grossura das minhas mãos, que sempre foram tão fininhas.
Beijos a todos que nos leem. Obrigada pelo apoio de sempre. Torçam para que o tempo acelere só durante umas 4 semaninhas! Depois, 2011 pode passar beeeeem lentamente para que possamos curtir cada segundo do ano da chegada de nossos pimpolhos.
Feliz Ano Novo!!!
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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
A vida própria da barriga e a nossa caminhada
As minhas amigas barrigudinhas vão saber do que estou falando. Para os demais caros leitores, talvez esse post seja meio surreal: Vocês já imaginaram o que é carregar na barriga um bebê de quase 40cm? Já imaginaram o que é perceber que, de repente, não mais do que de repente, a sua barriga ganhou vida própria???
Pois é assim mesmo que estou me sentindo há cerca de 1 semana. Até então, eram lindos e fofos chutinhos!!! Agora são verdadeiros nocautes nos lugares mais estranhos possíveis. Ora o Miguel se encolhe todo de um lado só (como se ele coubesse!!!) e faz com que a minha barriga pareça uma montanha-russa cheia de "descidas e subidas" (ai, e como as subidas estiiiiicam a minha barriguinha), ora ele enfia o pezinho em algum lugar beeeeeeem lá no fundo e fica brincando de chutar esse tal lugar, que dói e dói (seria a minha bexiga???). E de madrugada??? Ele ainda não sabe que é hora de mamãe dormir; ele quer brincar!!! Então o que ele faz??? Chuta e chuta!!! Até a mamãe acordar... E assim passamos as madrugadas, brincando de de ver quem é mais teimoso: a mamãe que quer dormir ou o Miguel que quer brincar?
Agora vou contar o mais surreal dessa história toda: EU ADOROOOO cada uma dessas sensações. Até mesmo adoro acordar de madrugada devido a esses chutinhos prá lá de fortes! Por quê???? Estou maluca??? Não!!! Estou me tornando MÃE!!!
Ahhh Mamãe tem caminhado na esteira porque isso evita "desculpas" nos dias de chuva. Hoje, porém, mamãe ficou com pena da Luninha (que estava com cara de quem queria passear), se animou com o tempo bom e convidou o papai para caminhar na praça. Fomos nós quatro: Mamãe, Papai, Luna e Miguel na barriga. Caminhamos bastante. Quando chegamos em casa, papai notou que havia perdido o celular da mamãe (que estava no bolso dele). Claro! Papai pulou tanto com a Luninha na praça, que o pobre celular deve ter caído na grama. Voltamos à praça! Procuramos por uns bons 20 minutos (papai ligando do cel dele, para ver se ouvíamos alguma coisa ou víamos alguma luzinha piscando na grama). Por fim, encontramos; demorou porque o celular caiu com a tela virada para baixo e a mamãe tem mania de deixar o volume do toque beeeem baixinho. Papai reclamou: "Puxa, não sei pq vc deixa o cel tão baixo! Tem de aumentar o volume quando sai do trabalho!!!". Não dá. Se eu aumentar, certamente vou me esquecer de diminuir no dia seguinte. Estou grávida e não tenho a mesma memória de antes... Mas agora estou pensando: acho que a gravidez afeta os neurônios do papai também!!! Como pode o celular cair do bolso dele e ele só perceber depois que chegamos em casa??? rsrs Resultado da caminhada: Luna abanando rabinho, feliz pelo passeio; Miguel se sentindo embalado pelo vai-e-vem da barriguinha da mamãe; Papai segurando firmemente os pertences perdidos e Mamãe com a certeza de que o papai também anda um tantinho desligado... rsrs Valeu!!!
Pois é assim mesmo que estou me sentindo há cerca de 1 semana. Até então, eram lindos e fofos chutinhos!!! Agora são verdadeiros nocautes nos lugares mais estranhos possíveis. Ora o Miguel se encolhe todo de um lado só (como se ele coubesse!!!) e faz com que a minha barriga pareça uma montanha-russa cheia de "descidas e subidas" (ai, e como as subidas estiiiiicam a minha barriguinha), ora ele enfia o pezinho em algum lugar beeeeeeem lá no fundo e fica brincando de chutar esse tal lugar, que dói e dói (seria a minha bexiga???). E de madrugada??? Ele ainda não sabe que é hora de mamãe dormir; ele quer brincar!!! Então o que ele faz??? Chuta e chuta!!! Até a mamãe acordar... E assim passamos as madrugadas, brincando de de ver quem é mais teimoso: a mamãe que quer dormir ou o Miguel que quer brincar?
Agora vou contar o mais surreal dessa história toda: EU ADOROOOO cada uma dessas sensações. Até mesmo adoro acordar de madrugada devido a esses chutinhos prá lá de fortes! Por quê???? Estou maluca??? Não!!! Estou me tornando MÃE!!!
Ahhh Mamãe tem caminhado na esteira porque isso evita "desculpas" nos dias de chuva. Hoje, porém, mamãe ficou com pena da Luninha (que estava com cara de quem queria passear), se animou com o tempo bom e convidou o papai para caminhar na praça. Fomos nós quatro: Mamãe, Papai, Luna e Miguel na barriga. Caminhamos bastante. Quando chegamos em casa, papai notou que havia perdido o celular da mamãe (que estava no bolso dele). Claro! Papai pulou tanto com a Luninha na praça, que o pobre celular deve ter caído na grama. Voltamos à praça! Procuramos por uns bons 20 minutos (papai ligando do cel dele, para ver se ouvíamos alguma coisa ou víamos alguma luzinha piscando na grama). Por fim, encontramos; demorou porque o celular caiu com a tela virada para baixo e a mamãe tem mania de deixar o volume do toque beeeem baixinho. Papai reclamou: "Puxa, não sei pq vc deixa o cel tão baixo! Tem de aumentar o volume quando sai do trabalho!!!". Não dá. Se eu aumentar, certamente vou me esquecer de diminuir no dia seguinte. Estou grávida e não tenho a mesma memória de antes... Mas agora estou pensando: acho que a gravidez afeta os neurônios do papai também!!! Como pode o celular cair do bolso dele e ele só perceber depois que chegamos em casa??? rsrs Resultado da caminhada: Luna abanando rabinho, feliz pelo passeio; Miguel se sentindo embalado pelo vai-e-vem da barriguinha da mamãe; Papai segurando firmemente os pertences perdidos e Mamãe com a certeza de que o papai também anda um tantinho desligado... rsrs Valeu!!!
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