É... definitivamente postar no blog nesses últimos dias não é tarefa das mais fáceis por um motivo único: falta tempo! Vou, então, falar bem rapidamente sobre tudo que nos aconteceu desde o dia mais lindo que esse mundo já viu: 29 de janeiro de 2011 (exatamente 39 semanas de gestação).
Chegamos à Maternidade por volta das 12h40. Foi tudo tão rápido... Por volta de 13h15 eu já estava no bloco obstétrico. Na nossa sala de parto, estavam: eu, Diego (o papai lindo), Dr. João Oscar (o obstetra líder da equipe), Dr. Wilson (também obstetra), Dr. Renato (anestesista), Dra. Flávia (pediatra) e a enfermeira Teca. Na hora, tive medo da anestesia, mas o Dr. Renato me explicou cada detalhe com uma calma, um cuidado e uma atenção tão grandes, que acabei sossegando. O tempo voou. Sei que conversaram bastante comigo durante todo o tempo em que aguardavam a anestesia fazer efeito. A cirurgia em si foi extremamente rápida... talvez tenha levado uns 10 minutos. Às 13h52 eu ouvi o chorinho mais amado do mundo: meu Miguel nasceu!!! Lágrimas escorreram pelo meu rosto. Eu queria perguntar se estava tudo bem, se eu podia amamentar... não conseguia falar! A Dra. Flávia se apressou em me mostrar o pequeno e chamar o papai para acompanhar todos os cuidados iniciais, que foram feitos ali mesmo na sala de parto. Papai filmava com uma máquina e fotografava com outra. Miguel pesou 2,6kg e mediu 47cm. As notas de apgar foram 8 e 9. Meu bebê não é grande, mas é muito, muito saudável. Ouvi o Dr. João Oscar falando com o papai "Que chuchu! Essa forma precisa ser usada várias vezes!!!". Ouvi a Dra. Flávia elogiando a cor do meu filhinho. Sorri, enquanto alguma lágrima ainda rolava no meu rosto. Dra. Flávia colocou Miguel sobre meu peito. Diego se colocou ao meu lado. Dei as boas-vindas ao meu Miguel com a voz embargada, quase sumida. Fiz carinho com as mãos trêmulas. Ficamos juntos por um bom tempo... Depois Miguel foi para o berçário (com o papai junto, acompanhando tudo) e eu para a sala de recuperação. Por volta das 16h30, estávamos juntos no quarto. Não nos desgrudamos mais!
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No berçário, encantando a quem olhava pelo vidro! |
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Plaquinha de porta do nosso quarto. Ficava ao lado da nossa cegonha linda. |
Agora vou falar bem rapidamente sobre algumas coisas muito marcantes desses primeiros dias:
Amamentação: para mim, tem sido a parte mais difícil. Meu leite só desceu de anteontem para ontem (ou seja, do 5.º para o 6.º dia!). Chorei muito, pois quando tentava tirar algo, não havia NADA! Colostro? "Nunca vi, nem comi. Eu só ouço falar". Na 2.ª noite de meu pequeno, ele chorou muito de fome. E aí, eu tive sim de aceitar a sugestão da pediatria e dar a ele um complemento. NAN. Sim. Eu mesma, que espalhei aos 4 cantos que mamadeira sequer entraria aqui em casa (nem depois dos 6 meses), tive de aceitar. A teoria é linda! Na prática, ver seu recém-nascido chorando de fome e seu peito completamente seco é que pega! Desde ontem tenho leite, graças a Deus (pedi MUITO por isso), mas os seios ingurgitaram, dificultando muito a saída do leite quando o Miguel suga. Estou seguindo todas as recomendações. As que estão funcionando de verdade são fazer massagens, com movimentos firmes e circulares, especialmente nos locais endurecidos, e colocar o Miguel para sugar. Ele suga bem; tem força. Hoje revezou entre os dois seios por quase 3 horas. Como sai muito pouco, ele custa a se satisfazer e às vezes até se irrita. Mas o importante é que está saindo leite! E que agora estou conseguindo diminuir o ingurgitamento.
Sono: nas duas primeiras noites (que passamos no hospital), eu não preguei o olho. Achei que nunca mais dormiria, tamanha a minha preocupação com o bem-estar do Miguel. Eu não podia estar dormindo, caso ele precisasse de algo... Da 3.ª noite em seguida, tudo mudou. Acho que o fato de estarmos em casa faz toda a diferença. Dormimos muito bem. Miguelzinho só acorda quando está com fome. Se mama bem, dorme por até 5 horas seguidas. Ele é perfeito!


Papai: nossa, nem tenho palavras. Eu sabia sim que o Diego seria um bom pai. Acontece que ele é muito, muito mais do que isso. É um pai maravilhoso. Ele faz tudo (e até melhor que eu): dá banho, troca fraldas, coloca para arrotar, cuida do umbigo e de qualquer outra coisa que se fizer necessária (e de quebra ainda cuida de mim). Tem um jeito, uma segurança... Não tenho dúvidas: ele nasceu para ser pai! Ahhh e como é absurda a licença de apenas 5 dias corridos para os papais; eles são tão essenciais. Ainda bem que o Di tirou férias; eu não saberia ficar sem ele MESMO! Ainda não sei se saberei daqui a uns 20 dias...
Cesariana: Eu queria mesmo um parto normal, mas não fiquei arrasada por ter de fazer um parto cesáreo. Acima de tudo, óbvio, o bem-estar do Miguel. Após um PC, fica-se deitada por ao menos uma noite. Assim aconteceu comigo. O parto foi à tarde e somente na manhã seguinte, após retirarem a sonda, foi que pude me levantar para tomar banho. O primeiro impacto é tenebroso. A dor no abdômen é grande de verdade. Sei que, no dia, pensei que nem queria mais ter outros bebês. Hoje, sinceramente, essa sensação quase se apaga da minha memória... Nem sei mais precisar o quanto a dor foi intensa (mas sei que foi!). Nesse dia mesmo eu caminhei pelo hospital, recebi minhas visitas em pé e sentada. Só voltei a me deitar à noite. O dia seguinte foi melhor e o outro melhor ainda... e assim por diante. Nos primeiros 2 dias, tossir e espirrar causam certo pânico rsrs. Depois passa... Não tive problema algum até então com o corte (e nem terei!). Minha barriga, logo após o parto, ficou bem pequenininha. No dia seguinte estava bastante inchada, mas no 3.º dia começou a desinchar. Hoje, se eu sair na rua, ninguém achará que ainda estou grávida rs. Óbvio que não se trata de uma barriguinha enxuta, mas de um volumezinho administrável e até animador, considerando-se que há 6 dias media quase 35cm. Balanço geral: estou muitíssimo bem. Não sinto dor alguma, caminho normalmente, durmo bem, posso até me abaixar e estou desinchando.
Vacinas e teste do pezinho: Já sentiu dor por alguém? Eu achava que já havia sentido dor por várias pessas queridas; e já senti mesmo. Acontece que a dor que sentimos por filho é multiplicada por infinito!!! Dói a alma. É claro que entendo que vacina e teste do pezinho são essenciais para a saúde dele, mas que doeu em mim... ahh doeu! No dia das vacinas, eu estava especialmente sensível por conta da falta de leite. Nem quis entrar na sala de vacinação (deixei por conta do papai Di e da vovó Leila); fiquei do lado de fora, tentando esconder o choro por trás de meus enormes óculos escuros. Senti uma dor terrível de verdade. Ele, por sua vez, não parece ter sentido quase nada (Graças a Deus. Que bom seria se eu pudesse sentir todas as dores da vida no lugar de meu pequeno...). Na hora da BCG, nem reclamou; na da hepatite, só ouvi um chorinho bem curtinho. Rezei para que ele não tivesse reações adversas depois. Não teve! O teste do pezinho foi ontem. Eu estava mais forte, mais confiante (acho que estar cheia de leite, ainda que empedrado, contribuiu muito) e fiquei na sala de exame. Não olhei muito e quem segurou foi o papai, mas eu consegui segurar o choro! Ahhh o fato de saber que ele não teria reações posteriores também fez diferença!
Sentimentos: Confusos, certamente. Ora olho para o Miguelzinho e sinto meu coração explodir de felicidade por tê-lo aqui em casa. Ora quase desejo que ele ainda estivesse na minha barriga. Não sei explicar os motivos, mas com os hormônios bagunçados como devem estar, não é de se estranhar... De toda forma, sinto cansaço, um pouco de receio, algumas dúvidas, certa insegurança e até um pouco de angústia, mas o sentimento mais forte é o amor! Um amor imenso, gigante demais (e que até por isso também causa um pouco de medo). Acho o Miguel mais lindo a cada dia. Na verdade, acho que ele é o bebê mais lindo do mundo. Além disso, ele é doce, calmo, tem os olhinhos curiosos, que se encantam quando olham para mim e para o papai (e que nos encantam ainda mais) e tem a boquinha mais bonita que eu já vi nesse mundo. Ele faz biquinho, como eu fazia quando era bebê. E esse cabelinho lisinho, que dá para pentear de lado? Puxou ao papai. A pele dele é linda. Recém-nascidos geralmente têm manchinhas, carocinhos, bolinhas, marquinhas, casquinhas... Miguelzinho tem poucas bolinhas branquinhas no narizinho, às vezes uns arranhõezinhos provocados pelas pequenas unhas afiadíssimas e mais nada! Lindo o meu pequeno príncipe! Estou muito, muito apaixonada!



Ficou linda a mesinha de boas-vindas que fiz para meu filho: álcool gel, garrafinhas d'água, brigadeiros de colher, aromatizadores de ambiente (as lembrancinhas) e um livrinho de assinaturas e mensagens. Tudo feito e personalizado por mim mesma. Gostei muitíssimo.
Depois volto para contar mais detalhes. E logo volto a comentar os posts dos blogs das amigas. Estou acompanhando o finalzinho da gravidez de vocês e torcendo para que tudo seja perfeito! Beijos
Ahhh a partir de agora, finalizarei meus posts assim:
Enquanto eu escrevia este post, o Miguel:
Dormia ao meu lado, no carrinho. Logo ele acordará, pois está emitindo sonzinhos ("É... É..."), se mexendo um pouco e querendo abrir os olhinhos.