sábado, 29 de outubro de 2011

Outros 9 meses!!!

9 meses dentro da minha barriga. 9 meses fora da minha barriga. Isso é um marco, filho! Você passou aqui fora o mesmo tempo que esteve dentro da mamãe. Até ontem, a maior parte de sua experiência tinha se dado aqui dentro dessa barriguinha que ainda sente a sua presença e a sua falta. A partir de hoje, você já viveu mais experiências aqui do lado de fora. E a mamãe também agora já tem mais tempo de mamãe com bebê nos braços do que de mamãe com bebê na barriga.


Aprendemos muito nesses 9 meses. Certamente mais do que o muito que aprendemos durante a gestação. E olha que, durante aqueles 9 meses, a mamãe leu tanto que podia jurar que já sabia ser mãe. Não é verdade. A gente aprende a ser mãe a cada dia. Acho que tenho me saído bem. E isso é graças a você, anjo meu. Afinal, como não ser uma boa mãe quando se tem um bebê lindo, carinhoso, esperto, comunicativo, risonho, brincalhão, que dorme bem, que se alimenta bem, que está sempre de alto astral? Impossível, filho! Você é perfeito; é o bebê com o qual toda mamãe sonha, certamente. É o bebê com o qual eu sonhei a minha vida inteira. Sou completamente feliz e realizada por ter você, meu pimpolhinho!

E hoje, tudo o que quero, é encher você de beijos e desejar FELIZ MESVERSÁRIO. E obrigada por fazer dessa mamãe a criatura mais feliz deste mundo!

Você é todo o meu amor!

Muitos beijos,
Mamãe



E as novidades deste mês são:

- O lindo bate palminhas e dá tchau como ninguém (e às vezes ainda confunde a hora de fazer um ou outro gesto).
- Está muito tagarela e, entre MUITOS balbucios fofos, complexos e incompreensíveis, ele fala: MAMÃ, DÁ DÁ DÁ (e faz o gesto com a mão, chamando a coisa ou a pessoa que quer), NENÉM, PAPÁ (bem raramente!) e JÁ (quando eu digo: 1, 2 e... JÁAAAA).
- Se locomove cada vez melhor (mas não engatinha): se arrasta, rola muito rapidamente, dá pulos feito um sapinho. Não sei se ele vai engatinhar. Não importa. O importante é que ele vai para onde bem entende! E rápido!
- Amaaaa ficar em pé. Só quer saber de ficar em pé. Seja no chão, no colo, no berço, no sofá.
- E pula! Nunca vi um bebê pular tanto. Pula quando seguramos suas mãozinhas, quando está em pé apoiado em algo e pula quando está no andador. Já gosta de pular há vários meses, mas com a nova habilidade de ficar em pé isso se intensificou.
- Os dois dentinhos inferiores estão já bem grandinhos. A surpresa é que, até anteontem, eu acreditava que estavam vindo mais dois. Ontem vi que estão vindo mais 4: os 4 de cima. Passou umas duas noites meio manhosinho, mas foi só. Meu menininho não existe, de tão lindo e bonzinho!
- Brinca muito.
- Reconhece as pessoas e olha para a pessoa certa quando perguntamos "Cadê a mamãe?" ou "Cadê o papai?".
- Continua achando a Luna a coisa mais legal do mundo ever! E ela nem tchum pra ele. Dá só uma lambida nos dedinhos "para constar". E ele gargalha!
- E está cada dia mais lindo, gostoso, amado:


Minha família é linda!

Mamãe me deixou experimentar um pirulito e eu amei!!! Pena que ela tomou logo de mim!!!

Solta, papai. Já sei fazer isso sozinho!



Ficar na nossa casinha é muito gostoso, pois tem brinquedo em toda parte. Até aqui fora!

Mas não se iluda com tanta fofurice! Ter um bebê de 9 meses pode ser um tanto quanto... emocionante...

A seguir, cenas desta manhã:

- Miguel após meio minuto sozinho na área de serviço:


Ahhh, mamãe, voltou para fotografar a minha esperteza, né? ADOREI derrubar isso tudo aqui!

- Daí esta pobre mamãe pensou: "Deve estar cansado de tanto aprontar em cima do andador. Vou colocar no boucer enquanto eu faço o suco (até porque tenho que, ao menos de vez em quando, justificar o preço que paguei por esta cadeirinha que quase vira elefante branco)". Por um segundo, olhei para as frutas e escutei um barulho. Ele tinha jogado a fruteira no chão e estava curioso olhando o que havia caído:


Olha, mãe, tem um vaso e uns papeizinhos aqui no chão. Mamãe, que papel é esse? Sentado aqui não consigo ver direito...

- E então, fui levantar a fruteira, mas ele estava empenhado em saber que papel era aquele no chão. Escuto o grito e desisto da fruteira para acudir:


Manhêeeeeee, socorro, estou caído aqui e preso só pelo cinto. A cadeira está virandooooooo

- Ufaaa.... peguei a tempo de ele não bater a cabeça no chão e ainda ser atropelado pela própria cadeira que cairia por cima!

Um brinde à emoção que é viver com um bebê de 9 meses!!!

Beijos nossos!
;-)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Reflexões sobre a maternidade...

Reflexões sobre a maternidade!


Lendo o blog da Bru, vi uma proposta para um post diferente: falar da maternidade por meio de alguns tópicos prévios. Achei super bacana e aderi também à ideia. Então vamos lá; contar um pouquinho mais sobre a MINHA maternidade é sempre gratificante!



Você é linda: Sou sim! E muito! Se quero perder uns 5 quilinhos? DEMAISSS!!! Mas eu olho no espelho e vejo uma mulher bonita. Se os outros também veem? Isso não me importa tanto quanto há alguns anos. Hoje vale mais a minha própria impressão. De qualquer maneira, não creio que alguém olhe para mim e veja uma figura feia ou desleixada; não sou mesmo! Acho que se cuidar é fundamental. Eu me cuido!



Conheça outras mães: Importante demais!!! Primeiro porque o nosso assunto principal é mesmo o filhote (o meu é. E olha que trabalho o dia todo, tenho mil atribuições, mil assuntos, vejo e faço mil coisas) e ficar falando dele com alguém que não compartilha da mesma tendência pode ser chato para ambas as partes. Além disso, a troca de experiências é muito valiosa; não para comparar, mas para simplesmente compartilhar, trocar opiniões, pedir sugestões. Nessa minha trajetória de mãe (1 ano e maio já rsrsrs), o saldo é muito positivo: conheci MUITAS mamães bacanas, que erram, que acertam, que compartilham sem criticar, que sabem que não são perfeitas e que sabem que por aqui também há alguém cheia de defeitos, mas buscando fazer o melhor pelo filho. Agradeço às minhas amigas-mamães por todas as nossas conversas. Se há o outro lado? A parte negativa da coisa? Sim. Há. Conheci também algumas (poucas – graças a Deus) mães cujo único motivo da vida é criticar o comportamento alheio e dizer que somente o seu é o comportamento-modelo. A esse tipo de mãe, simplesmente ofereci (ofereci não, pois nem a isso me prestei) a minha indiferença. Sinto mesmo é pelas mamães que embarcam na conversa dessas que merecem somente o desprezo; por essas eu sinto de verdade!



É normal ter medo: Acho que sou muito “relax” para algumas coisas. Tenho uma fé inabalável de que no fim tudo dá certo. Se não deu certo, é porque ainda não é o fim. E assim eu vivo, com alguma insegurança vez em quando, mas com pouquíssimo medo.




Milhões de pais sobrevivem à privação do sono: Concordo com a minha amiga Bruna: apenas as mães sobrevivem. Os pais não! Tenho sorte de o Miguel dormir muito bem, mas para qualquer coisa que porventura aconteça, estou eu de pé, enquanto o pai em questão dorme pesado, aparentemente sem peso na consciência. Dia desses ele me disse: “eu não abro os olhos, mas acordo sim, só que fico tranquilo porque sei que você já está de pé e com todas as armas para dominar a situação”. Será que, se eu não levantasse, ele o faria? Não consigo pagar para ver. Coisas de mãe!



Tudo bem querer uma pausa: Tudo ótimo! Mas na minha situação (trabalhando o dia todo, 5 dias por semana), eu quero mais é curtir meu filho todo o tempo possível. Não me canso, não enjoo. Só me privaria da companhia dele por uma razão muito forte (como é a minha razão para continuar trabalhando). Eu certamente precisaria de alguma pausa se não trabalhasse.



Sua mãe estava certa: Sempre esteve! Sempre está! Não é a toa que ela é a primeira da minha lista para quem eu pergunto qualquer coisa que seja. (Mas eu teimo até com ela rsrs)



Você vai sentir saudade da sua mãe: Espero sentir saudade somente daqui a muitos e muitos (E MUITOOOOOOOOS) anos. Por enquanto, tenho minha mãe por perto e é assim que tem de continuar. E que os anjos digam amém!



Ele terá os seus olhos: Acho que não. Os meus são de um castanho bem clarinho. Os do Miguel são cinza-azulados, às vezes verde-folha. São lindos e absolutamente diferentes.



Você cometerá erros: Sim. E não há problemas nisso. Só que não há ninguém com moral suficiente para esfregar erros na minha cara. Sou um ser humano comum. Não sou melhor do que ninguém, mas DEFINITIVAMENTE não sou pior do que ninguém. Isso é muito claro para mim. Posso conversar sobre os meus erros, mas não aceito ser julgada por eles, pois também não julgo os outros (gente, estou falando de maternidade, claro, e de erros bobos que cometemos ao tentar fazer o melhor! Óbvio que eu julgaria sim alguém que, por exemplo, maltratasse uma criança).



Perdoe-se: Não carrego muitas culpas; de verdade. Assim, não tenho de ficar me perdoando.



Isso também passará: Peço a Deus que passe beeeeem devagar. Amo tudo isso!



Ninguém realmente sabe o que está fazendo: Não mesmo! Kkkk O que acontece é que alguns optam por parecer que sabem. A mim, parece que sobre o MEU filho quem sabe mais sou eu mesma.



Google não tem filhos: Tudo bem, mas que eu corro lá de vez em quando (quase todo dia), eu corro mesmo. Além de perguntar à minha mãe, às minhas amigas no facebook, à pediatra e, depois, fazer um mix de tudo e optar pelo que EU mesma acho que seja correto kkkkk.



Você é a especialista: Não sei se sou especialista, mas sei que sou curiosa, estudiosa e zelosa. E sei que o meu coração de mãe é um guia poderoso. Confio em mim!



Homens de verdade trocam fralda: No início, até me assustei. O “homem de verdade” trocava fraldas, dava banho, colocava pra arrotar e fazia tudo o que mais fosse necessário. Sabe quanto isso durou? Menos de 15 dias! Hoje, o papai (sim, ainda é um “homem de verdade”) troca fralda tão raramente, que fica me perguntando: “cadê a pomada?” “cadê o algodão?” (tudo fica no mesmo lugar, perfeitamente organizado, sempre). Qualquer dia vai me perguntar cadê a fita crepe pra fechar a fralda, pois nem vai saber colocar uma fralda descartável!



Você está prestes a encontrar o amor verdadeiro: Encontrei no exato momento em que vi o rostinho lindo do meu Miguel. Meu coração transbordou de um sentimento que eu nunca havia experimentado. Nada se compara a esse amor.



Encontre tempo para apaixonar-se pelo seu bebê: Para mim, foi imediato: eu o vi e o amei de um jeito que não podia supor que fosse possível. Esse amor cresce a cada dia; falta transbordar do meu coração... e às vezes transborda mesmo: choro de tanto amor!



Encontre tempo para si mesma: Bom... eu me arrumo (com ele me olhando), vou ao salão (e sofro por deixá-lo durante meia hora do meu sábado), não abro mão de ao menos um super banho por dia (afinal, ele dorme!), vou ao shopping (com ele, ué...) e compro roupinhas, sapatos, acessórios (para nós dois!). Não saio sem rímel e blush, pelo menos. Ahhh não estou tão mal assim. Só não me peça para ir para a academia. Seria tempo demais sem meu pequeno e eu não suporto mesmo! Que tal uma volta na pracinha com ele?



Leva tempo para vc caber novamente naquele jeans: Leva sim! Talvez nunca mais volte a caber. Por isso mesmo eu selecionei alguns (poucos) que voltaram a servir, comprei mais alguns e coloquei os menores beeeeeeeem lá no fundo. Não vou ainda me desfazer deles, mas não vou me martirizar experimentando-os diariamente. Não mesmo!



Deixe a vovó mimá-lo: Deixo mesmo! E ela o faz pra valer!!! E o vovô também. E o pequeno amaaaaaaaaaa!!!



Ele vai ficar doente e vc vai ficar sentada ao lado dele a noite inteira, pra ver se ele está respirando: Dá pra pular essa parte? Não mereço ver meu pequeno doente; nenhuma mamãe merece. É demais. Até então, Miguel não teve nada mais sério, além de uma otite muito chata, mas meu coração se partiu em mil pedaços.



Seja corajosa: Eu sou! E quando bate o medinho, respiro fundo e lembro que – para o Miguel – eu sou o porto-seguro. E aí esse amor desmedido me dá coragem pra qualquer coisa.



Durma agora: É um conselho bom para as grávidas. Eu segui. Dormi bem (embora não muito, pois trabalhava – como ainda trabalho – o dia todo). De toda forma, sou uma sortuda: Miguel SEMPRE dormiu maravilhosamente bem. Às vezes, temo que pareça mentira, mas não é. Até os 2 meses, ele acordava uma vez (por volta das 3h da manhã), mamava e voltava a dormir até o dia amanhecer. Depois de 2 meses, ele passou a dormir 8hs seguidas e a nossa rotina era assim: dormir às 23h, acordar às 7h, mamar e voltar a dormir até as 10h ou 11h da manhã. De verdade, dormi MUUUUUUUITO durante a minha licença maternidade. (E já morro de saudade)



Imperfeito é o novo perfeito: Como falar de (im)perfeição ao olhar para o Miguel? Lindo, esperto, carinhoso, risonho, super alto-astral, extremamente saudável, sociável... MUITO MAIS que perfeito!!!



Respire: Sempre tive medo de virar uma mãe neurótica-descabelada-sem paciência total! Eu acho que vem daí esse conselho. E acho super pertinente: Respire antes de se descabelar. Eu, com minha ideia de que a – MINHA – maternidade (como tudo que faço por amor) é leve, não tenho nem me lembrado de respirar, pois isso acontece naturalmente, graças a Deus.



Confie nos seus instintos: MUITOOOO!!! Geralmente, instinto de mãe não falha. Confio no meu de verdade.





Bru, adorei fazer esse post e contar um pouco das minhas reflexões sobre a maternidade.

E você, amiga que acabou de ler, bora fazer o mesmo?



Beijosssss,



Perfeito é aproveitar cada momento!!!